Sou um capixaba neófito…

Mudei-me pra Vitória há pouco tempo e ando descobrindo coisas bem interessantes. E ficando apaixonado pelo que tenho visto.

É certo que tenho estranhado a calmaria, as pessoas sorrindo e dando bom-dia, os poucos sinais de trânsito, os táxis só em pontos específicos, as rotatórias ou “pirulitos” (desconfio que seja uma gozação com o carioca aqui) e, principalmente, as faixas de pedestre. Essa eu explico. Me disseram que é só pisá-la que o motorista  lhe dá passagem. Sério? Descrente fui ver pra crer e não é que era verdade.

Bom, quero dizer que, apesar de ter visto e comprovado, ainda tenho lá meus receios de atravessar assim, sem mais nem menos.

Como bom carioca paranóia é o que não me falta. Digo pra vocês na maior sinceridade: na minha ex-cidade passam por cima de você e nem param pra ver o estrago. E quando não se é atropelado e se consegue pular de banda, ainda lhe xingam de babaca. É o espírito, não digo carioca, mas de uma grande parcela do povo de Pindorama.

Então fico naquela dúvida E se o cara não frear e parar a tempo? E se o cara não for capixaba e não souber que pedestre tem preferência? E se…?

Então vou de mansinho: olho prum lado e pro outro, finjo que vou e espero o de quatro rodas parar. Seguro morreu de velho, dizem por aí.

Mas confesso, humildemente, fiquei admirado com essa finesse capixaba. Testei várias faixas pela cidade e até agora tem dado certo. Tanto é que estou aqui escrevendo minhas impressões sobre a ilha e não estou em nenhum pronto-socorro.

E falando sobre impressões hoje dei uma caminhada pela parte velha da cidade, ali pelos lados da Catedral. Em qualquer cidade da Europa aquelas ladeiras, aquele bucolismo seria um centro de turismo supervalorizado.

Querem ver outra coisa. O Malecon em Havana, Cuba, só é bonito em fotografia. E com photoshop. Sujo e quebrado, ele é vendido como uma das maravilhas da ilha, além do tio Fidel por supuesto. No entanto, aqui em nossa ilha-vitória temos a Beira-mar que termina (ou começa) no porto. Coisa mais linda e poética – tirando o antigo terminal aquaviário que está todo dilapidado – mas ainda sem uma infraestrutura adequada. Uns quiosques transados por ali pegariam bem, não?

Aí eu pergunto: cadê o turismo que não vende um pacote desses? A palavra agora é revitalizar. Então, que se revitalize.

Há mais coisas que gostaria de ir escrevendo sobre Vitória, minhas andanças e experiências nessa cidade que me adotou… Inté!

(Duayer)

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